28 maio 2007

Oustau Bistrot




Natal encanta a todos que por aqui chegam, praias lindas, dunas brancas, céu azul e o sol que brilha forte e deixa a temperatura sempre quente e a brisa que refresca. Contudo, posso dizer: maior que o calor térmico é o calor da hospitalidade dessa gente que aqui encontramos.

Dentre tantos, hoje quero destacar a chef Milla dos Santos, portuguesa de nascimento, viveu na França, onde aprendeu a arte e a magia da gastronomia, e optou por viver na serenidade e beleza da Praia de Pitangui, distante cerca de 30 km do centro de Natal, suficiente para esquecermos a agitação do centro e encontrarmos uma praia paradisíaca. Lá, em sua residência, ela serve a seus clientes, que vêm de toda parte do mundo, pratos à base de frutos do mar, peixes e carnes, com culinária mediterrânea e toque de alta gastronomia, resgatando o sabor e o prazer do ritual da comida, mesclando tradição e ousadia.

Milla atende a pequenos grupos, sempre com prévia reserva, pois tudo é elaborado e servido em um espaço caracterizado pela simplicidade, bom gosto e bastante reservado.

Quem experimenta, jamais esquece e retorna sempre!


Oustau Bistrot

Av. Pitangui, 150
Praia de Pitangui – Natal
Rio Grande do Norte – Brasil
(84) 3226.3346 9431.4366

26 maio 2007

Le Chocolatier



Café

“Negro como o diabo,
Quente como o inferno,
Puro como um anjo,
Doce como o amor”

Talleyrand (1754 – 1838)


Poema escrito em uma das mesas do café Lê Chocolatier, na cidade de Natal, esse lugar é mais uma das boas surpresas que a cidade nos oferece.

Por vários dias passando em frente e sempre dizendo – preciso vir aqui para conhecer esse café, pois por fora, apesar de pequeno, é bem atrativo, de aparência charmosa.

Depois de quase uma semana, finalmente consegui tomar meu café da manhã nesse lugar. Esplêndido, fiquei encantado, não só com a decoração de muito bom gosto e refinada, como também a qualidade e o sabor dos produtos e o atendimento.

Um café tão charmoso como as casas que se pode encontrar nas mais famosas cidades de Roma e Paris.

Vindo a Natal, venha conhecer!


Av. Afonso Pena, 194 – loja 14
Petrópolis – Natal
Rio Grande do Norte – Brasil


22 maio 2007

Mangai

Esta semana estamos em Natal, capital do Rio Grande do Norte, cidade que venho pela segunda vez e já aprendi a gostar e ter carinho, pois além da receptividade dos meus grandes amigos e anfitriões: Sheila e Mario Emerenciano, posso encontrar o sábio José Fraifer, a quem tenho grande admiração e ainda desfrutar de cenários belíssimos e ótimos restaurantes.

Assim que chegamos à cidade, nossos amigos fizeram questão de levar-nos a um restaurante típico nordestino: o Mangai, lugar amplo, agradável, bonito e que se parece muito com uma casa de fazenda, encontramos gente simpática; desde as pessoas que nos receberam até os garçons vestidos de cangaceiros. Nesse restaurante que nasceu em João Pessoa, na Paraíba e depois veio também para a cidade de Natal, pode-se encontrar produtos típicos de melhor qualidade.

Além do ambiente aprazível, da boa companhia e comida saborosa, um detalhe que me chamou a atenção foi que quando chegamos era final da tarde e muitos já haviam terminado de almoçar e estavam indo embora, contudo quando saímos o lugar estava ficando repleto novamente, pois os clientes começavam a chegar para o jantar. Soube depois que ali o serviço é do café da manhã até o jantar.

Outro detalhe que quero compartilhar com você, é o que aprendi com meu pai; se o banheiro que se vê não for limpo, imagine a cozinha... Pois posso dizer-lhe que o banheiro do Mangai é impecável, assim como todo o restante.

Quando vier a Natal, confira!

Mangai

Av. Amintas Barros, 3300 - Lagoa Nova
Natal – Rio Grande do Norte - Brasil

09 maio 2007

Don Curro


Francisco Rios Domingues, o Don Curro, e sua esposa Carmem deixaram a Espanha e as touradas e instalaram-se no bairro da Água Rasa, próximo da Mooca, na cidade de São Paulo, reduto de vários imigrantes europeus. Lá mesmo, em 1957, abriram uma peixaria que, em pouco tempo, conquistou os moradores por vender uma matéria-prima de primeira qualidade. De tanto Dona Carmem passar boas dicas de preparo dos peixes, os fregueses sugeriram que abrisse um restaurante, pequeno, só para atender os mais íntimos.e fundam a melhor casa de frutos do mar deste país.

Sem nenhum exagero, costumo dizer: quer conhecer um restaurante nota 10 da recepção ao café de saída, este é o lugar. Há alguns dias fomos ao Don Curro para jantar e mais uma vez observei cada detalhe do serviço e a conclusão – é impecável.

Certa vez um amigo que havia voltado de viagem da Espanha, falou-me: uma Paella tão saborosa como na Espanha, somente no Don Curro!

Uma casa com aspecto tradicional, da vestimenta dos profissionais a decoração do ambiente, nada muito moderno. Na entrada, junto ao bar, grandes aquários com lagostas vivas, ao fundo um imenso vidro separa o salão da cozinha, onde se pode ver tudo o que está sendo cuidadosamente preparado.

Este não é um restaurante de preços acessíveis, contudo pelo tipo e qualidade dos produtos, podemos dizer que vale o que se paga.

Vamos ao Don Curro sempre com tranqüilidade e tempo, pois é o que requer o preparo dos pratos e enquanto esperamos, saboreio os petisco de entrada que também são fantásticos, só tenho que tomar cuidado para não ficar satisfeito ai. Desta vez, apenas para experimentar o atendimento, pedi na entrada um atum em conservas que não estava sendo servido naquele dia, e prontamente foi providenciado.

As sobremesas deles não me atraem muito, mas ao final de tudo vale a pena degustar o que não é a especialidade da casa, porém preparam tão bem como todas as boas cafeterias da cidade – o delicioso café.


Don Curro Restaurante

Rua Alves Guimarães, 230 – Pinheiros
São Paulo – SP – Brasil
11 3062 4712

08 abril 2007

Casa London


No bairro do Alto da Lapa, mais precisamente na Vila Leopoldina, podemos encontrar várias casas interessantes, como a Pizzaria Ritto, o Restaurante Imperatriz, o Café Koppenhagen, o Atol Açaí Bar, dentre várias outras.

Desta vez quero chamar a atenção a um lugar que começou com um misto de mercearia, café, rotisseria e padaria charmosa e requintada, que encontramos desde pães saborosos e diferenciados, passando pelas várias opções de doces, como: bomba de licor, copinho de chocolate entre outros, até frutas de excelente qualidade, e cada vez mais vem se tornando um lugar agradável não somente para o café da manhã ou fazer as compras, mas também para fazer as refeições do almoço e até do jantar, sem contar as paradas por lá no meio da tarde para tomar um sorvete ou um bom café acompanhado com uma castanha do Pará, que particularmente aprecio muito.

As mesas que em princípio eram poucas, com o passar do tempo estão se alastrando pelos espaços, antes vagos.

Um fato interessante que tenho notado é o aspecto de “cidade do interior” que se vive nesse bairro, dentro da maior metrópole do país. Pois ao irmos almoçar no London, nos finais de semana, encontramos um amigo aqui, um vizinho ali, talvez o dono da Pizzaria Ritto almoçando com a família. Mais tarde se formos comer uma pizza no Ritto, com toda certeza encontraremos, não só, vários destes que vimos no almoço ou no cafezinho da tarde, mas também a Silvina e o Adolpho, que são os proprietários da Casa London e ainda são capazes de nos oferecerem, depois da deliciosa pizza que servem por lá, um bom Porto para degustarmos acompanhado de alguns figos secos recheados de amêndoas que seus familiares preparam lá em Portugal.

Para quem reside por lá ou não, posso dizer-lhe que é uma convivência agradável e saudável, traz uma sensação prazerosa acima de tudo para quem nesta cidade mal conhece quem mora no andar de baixo ao seu. Esse é um lugar que, muitas vezes, não dá vontade de sair para outro canto da cidade.

Casa London

Rua Passo da Pátria, 1679.
Alto da Lapa
São Paulo - SP
( 11) 3647-9090

17 março 2007

Havanna Café – Shopping Anália Franco

Esta semana minha filha veio passar uns dias em São Paulo e fomos almoçar em um restaurante do shopping Anália Franco e após, é claro, tomarmos um café. Escolhemos o quiosque do Havanna Café.

Pareceu-me troca de turno dos profissionais que ali trabalham e pude visualizar uma superpopulação circulante de seis atendentes.

Fiz um pedido simples: - um café curto e uma água com gás, e prontamente a senhorita do caixa, após ter cobrado, disse-me que levaria até a mesa e que eu ficasse à vontade.

Estarreceu-me além da quantidade de pessoas por metro quadrado, a falta de atenção dos profissionais, pois estavam preocupados com algo tão importante que o café veio longo e a água sem gás. Como diz um amigo: se derem duas tartarugas para tomar conta, uma foge e a outra fica grávida...

Será que um estágio na matriz da Bela Cintra ajudaria?

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Não creio na crítica pela crítica, mas na crítica que pode até destuir e em seguida constrói algo novo e imensamente melhor. E isso é o que acredito ter acontecido depois do meu comentário ao Havanna do Shopping Anália Franco, pois tenho ido com freqüência e o serviço agora está muito bom.

Parabéns a equipe que sabe superar-se, pois grande não é o que vence o mundo, mas o que vence a sí próprio.

Sucesso...

15 março 2007

La Rissotteria (II)

Há alguns dias, tive o prazer de reencontrar e jantar com um casal de amigos que não via há vários anos e qual foi minha surpresa, quando comentaram sobre o meu blog - Vamos ao Restaurante e disseram que habitualmente freqüentam o restaurante La Rissoteria, são sempre atendidos de forma muito cortês por todos na casa, e ainda brincaram: - a panelinha nunca sumiu.

Acredito, sim, que o Segatto é um grande profissional e que desencontros ocorram nos melhores lugares.

Qualquer dia voltaremos para jantar no La Rissoteria Alessandro Segato e desfazer a impressão desconfortável que havia ficado.


La Risotteria Alessandro Segato

Rua Padre João Manoel, 1156
São Paulo - SP - Brasil

13 março 2007

Villa Bistrô


Nesta época do ano, quando a temporada já se foi e ainda mais no meio da semana, são poucas as pessoas nas praias do litoral norte paulistano. Fiquei surpreso dia destes, quando por volta das 16h, fomos almoçar no restaurante Villa Bistrô, na praia de Juquei, em São Sebastião e encontramos por lá vários casais saboreando a boa comida desse lugar.

Ambiente agradável, com ar rústico, de forma “sofisticadamente simples”, bem ao jeito dos bons lugares da região. Muitos lustres coloridos, em estilo de mandalas, dando um bonito colorido ao lugar. Ali também se pode comprar artesanatos, que estão expostos em uma parte reservada, inclusive os lustres estão à venda.

Um cardápio que oferece variedade em peixes, acabamos escolhendo pratos diferentes. Minha surpresa..., quando veio o meu prato..., não era o que eu tinha escolhido. Mil desculpas por parte da garçonete: - “o cozinheiro vai preparar o outro prato rapidinho, fique tranqüilo...”. Tudo bem, estava ali apenas passeando e não tinha mesmo a menor pressa. Demorou um pouco, minha namorada já havia até terminado o prato dela, e lá vem o meu, realmente saboroso e apesar do descompasso dos pratos, estava uma delicia.

Não cheguei a ir lá à noite, mas disseram-me que é bastante badalado nos finais de semana e na temporada, então... chegue cedo.


Villa Bistrô

Av. Mãe Bernarda, 637 – Juqueí
São Sebastião – SP – Brasil

13 fevereiro 2007

Havanna Café

Já há algum tempo a cidade de São Paulo vem aprimorando-se no que diz respeito as suas casas de café. Podemos tomar um bom café, encorpado, saboroso e até com requinte, em alguma das várias cafeterias, como: Santo Grão, Cafeera, Supla, Girondino, Havanna e outras que inclusive estão ainda aportando na cidade.

Mas, desta vez quero falar da Havanna Café que a pouco desembarcou da Argentina trazendo seu delicioso “alfajor”, porém com um café bem brasileiro, pois quem já teve a oportunidade de tomar o café nas casas portenhas, sabe que o doce é o mesmo, já não posso dizer isso do café, não tem o sabor que se aprecia por aqui. Apesar do pouco tempo, vejo que o Havanna já perdeu o sotaque e se adaptou bem ao estilo verde-amarelo.

Tenho freqüentado o Havanna da Rua Bela Cintra e apreciado não só o ambiente agradável, com gente bonita, bem como o atendimento de toda a equipe e em especial da Tamires, moça simpática e esboçando um sorriso no rosto que parece sempre estar de bem com a vida.

O Havanna é a expressão do sabor do bom café com o mais saboroso dos doces argentinos; o alfajor.


Havanna Café

Rua Bela Cintra, 1829 – Jardins
São Paulo – SP – Brasil

08 fevereiro 2007

Gigetto



Sei isso muitas vezes,
Mas, se eu pedi amor, porque é que me trouxeram
Dobrada à moda do Porto fria?
Não é prato que se possa comer frio,
Mas trouxeram-mo frio.
Não me queixei, mas estava frio,
Nunca se pode comer frio, mas veio frio.

(Álvaro de Campos / Fernando Pessoa)



O Gigetto é um dos poucos restaurantes em São Paulo que ainda serve a tradicional Dobrada e fomos lá acompanhar alguém muito especial que queria novamente provar essa iguaria. Tudo começou com um telefonema pela manhã, e a pergunta – vocês servem Dobrada hoje, sexta-feira? E com a resposta afirmativa, pelo horário do almoço fomos aproveitar e também conhecer como havia ficado a reforma e restauração da Rua Avanhandava, onde fica o restaurante.

A rua ficou linda, muito parecida com uma vila italiana antiga, de muito bom gosto, mais um ponto interessante desta cidade para se conhecer e também se deliciar com os diversos restaurantes do local, mas vamos ao que interessa, é a Dobrada à moda.

Ao maitre por atender a mesa lhe foi pedido em primeiro a Dobrada, ao que respondeu: servimos este prato aos sábados, o retorno foi imediato, – ligamos pela manhã e informaram que serviam hoje. O nosso gentil anfitrião não teve dúvidas – pois então servimos hoje também, apenas solicitando que tivéssemos um pouco de paciência, que levaria um tempinho a mais para ser preparada.

Como costumo dizer: se começou bem, com toda certeza terminará bem! E estava certo em minha quase profecia, pois na seqüência o atendimento foi procedido por nada menos que um muito simpático e gentil garçom chamado Messias que ao final de todo serviço impecável, não pude furtar-me em elogiá-lo, ao que me respondeu:

– “Faço meu trabalho há muitos anos com todo o amor, amo isto tudo..., o que faço e as pessoas e a noite quando vou dormir sinto-me satisfeito e durmo feliz”.

Pedimos uma Dobrada à moda do Porto e digo-lhe, trouxeram Amor e quente!



Gigetto Restaurante

Rua Avanhandava, 63 – Bela Vista
São Paulo – SP – Brasil

31 janeiro 2007

Cachoeira Tropical


Quem é que não diz que gosta do: “bom, bonito e barato”, pois é! O Julio, dono do Cachoeira Tropical, conseguiu essa fórmula em sua segunda casa, que inaugurou há algumas semanas.

Apesar de freqüentar a primeira , na Rua João Cachoeira, não conhecia a segunda, até que dia destes recebi um e-mail de uma amiga, que também é cliente, dizendo que eu precisava ir ao novo restaurante deles, pois iria gostar e realmente a Sonia acertou. Fui duas vezes em finais de semana e notei que não estava cheia como a outra casa, contudo voltei durante a semana e vi que fica lotada, nada a ponto de incomodar, pode-se perceber que tem boa aceitação.

A casa da João Cachoeira é bastante simples, com um ar de casa de tia no interior, já a da São Gabriel é mais bonita, a parte interna com variedades de mesas; redondas, quadradas, ovais, retangulares, que podem acomodar até pequenos grupos. Na parte externa, um agradável jardim com as mesas por entre as árvores, cria um cenário bastante inusitado para uma cidade como a nossa.

O Cachoeira Tropical é um restaurante de comida natural, de boa qualidade e saborosa, que por um preço único degusto desde a salada de entrada, passando pelos pratos quentes, a boa variedade de sobremesas, com muitas frutas e doces, os sucos naturais e um chá para finalizar.

Valeu a pena experimentar! Já sou assíduo.


Cachoeira Tropical

Avenida São Gabriel, 300 – Itaim Bibi
São Paulo – SP – Brasil

21 janeiro 2007

1ª Cervejaria da Mooca

Olha que eu sou persistente! Voltei três vezes..., mas algumas situações nos fazem refletir, para que insistir?

Estou falando de um lugar bonito no bairro da Mooca, em São Paulo, que, aliás, “a cada dia” surge uma nova casa, inclusive esta é recém inaugurada. Arquitetura no estilo português, ambiente amplo, pé direito alto, portas grandes, lustres aparentemente antigos num estilo barroco, mobília em madeira, um grande balcão revestido em ladrilho. Realmente foi projetado com muito bom gosto, porém tudo isso desmorona quando o profissional de linha de frente, o cartão de visitas da casa, está com foco no processo e não no cliente. Ou seja, disseram a ele que “tal” sanduíche leva maionese e este não consegue pensar que se o cliente não quer a bendita maionese, é simples...., é só pedir à cozinha que o prepare sem a MAIONESE, e, pronto, o cliente fica satisfeito.... E veja, isto é só um exemplo, pois parece que projetaram tudo na casa menos o treinamento para a equipe de trabalho, que muda constantemente e não se entendem, cada um diz algo diferente: - isto não pode ser feito. Vem outro e: - claro que podemos, quem disse isso não pode trabalhar aqui!!!

Como sou profissional de ensino, o treinamento é uma constante em minha vida, e creio piamente em sua eficácia para as mudanças necessárias. Pois a 1ª Cervejaria da Mooca tem tudo para fazer grande sucesso e, de certa forma, já o faz, vejo sempre a casa cheia e para que assim continue, minha sugestão: investir um pouco em treinamento da equipe, e isto não é nada, perto do que aparentemente foi investido. É importante ficar atento, como já disse: a cada dia nasce uma nova casa na Mooca, a concorrência é grande, são muitas opções e se o foco não for no cliente, esse simplesmente vai para casa ao lado.



1ª Cervejaria da Mooca

Rua Guaimbé, 148 - Mooca
São Paulo - Brasil

06 janeiro 2007

Pizzaria Margherita

Há muito ouço a lenda: “o que se faz no primeiro dia do ano acontece durante ele todo”. E como não poderia ser diferente adivinhe onde fui jantar no primeiro dia de 2007, não tenha dúvida: na pizzaria Margherita, aliás vou tanto lá, com minha namorada, com amigos, com alunos, com meus filhos e até sozinho, que muitas vezes quando saio algum garçom diz: - até amanhã professor! Exageros à parte, posso dizer que eles conseguem fazer uma das melhores pizzas de São Paulo e é por isto que sou freqüentador assíduo.

Certa vez, um aluno disse um termo que me marcou muito: “sofisticadamente simples, assim deve ser a vida” e vejo que o Antonio Carlos, proprietário da casa, conseguiu esta proeza na Margherita, ambiente simples e agradável, uma equipe de profissionais competentes, dos gerentes Daniel e Raimundo, passando pelos garçons sempre atenciosos e prestativos e por fim os melhores pizzaiolos, tudo isso resulta em pizzas saborosas e serviço nota 10.
Todos os anos acompanho a premiação dos melhores restaurantes da Revista Veja São Paulo e vejo que cometem uma injustiça, pois a minha pizzaria preferida ainda não foi a primeira colocada, penso que eles precisam ver melhor e espero que neste ano possam reparar...

Em São Paulo, o que é bom costuma ficar lotado e não é diferente na Margherita, por conta disto prefiro saborear minha pizza durante a semana ou num horário mais tarde, aproveitando que a noite é uma criança e a casa fica aberta até o início da madrugada. Uma boa pedida é a pizza que leva o próprio nome da casa, a margherita, ou então a velha e boa pizza de mussarela que eles fazem como ninguém, eu particularmente gosto muito desta com um pouco mais de molho e azeitonas, fica uma delicia...

Sou um grande "bebedor", de água com gás é claro, e para não dizer que tudo é perfeito, devo dizer que não aprecio a que eles servem, que é schincariol. Antonio Carlos, é preciso colocar outras opções.

Nunca fui supersticioso, mas se a lenda estiver certa, mais um ano apreciando aquela bela pizza e qualquer dia nos encontramos por lá.



Pizzaria Margherita

Al. Tiête, 255 - esquina com Rua Haddock Lobo
São Paulo – SP - Brasil

30 dezembro 2006

Pousada e Atelier Santa Martha das Pedras

Você conhece o paraíso? Não, não estou falando do famoso bairro da cidade de São Paulo, tampouco daquele “lugar no céu!” Esse paraíso ao qual me refiro é uma vila de pescadores que fica entre as cidades de São Paulo e Rio de Janeiro e chama-se Vila de Picinguaba, a aproximadamente 40 km do centro da cidade de Ubatuba e 30 km de Paraty fica o local paradisíaco.

Uma vila tombada pelo Condephaat em 1983 preserva muito da sua cultura caiçara original, com pequenas casas construídas ao pé do morro. Lá se podem encontrar três pousadas, mas quero chamar a atenção para uma em especial, que é a Santa Martha das Pedras, desde que cheguei a esse lugar encantador pela primeira vez, não resisto ao retorno. No alto da vila, o que não se pode ver da praia, pois a mata atlântica a esconde totalmente, está a construção em estilo das antigas fazendas da época colonial, com seus aposentos amplos e mobília antiga, decorada com cerâmicas produzidas no atelier da pousada.

Pela manhã, somos recebidos, na parte térrea, pela Léa que nos serve um maravilhoso café da manhã, com doces, frutas, pães feitos por ela própria e outras delícias difíceis de resistir.
O dia corre manso e suave, entre a praia lá embaixo e o frescor das árvores cá em cima.
Esse lugar criado por Deus e retocado pelo engenheiro civil Antonio Miranda, que construiu e administra a pousada, merece ser conhecido.

A vila de Picinguaba, que quer dizer refúgio de peixes, em tupi-guarani, fica dentro do Núcleo Picinguaba do Parque Estadual da Serra do Mar. Próximas a vila existem varias praias lindas como a da Fazenda, que é praticamente selvagem, onde foram filmadas cenas externas dos especiais A Casa das Sete Mulheres e A Muralha, da Rede Globo de Televisão e ainda filmes como Caramuru.

É neste paraíso que sou recebido pelo Antonio como se minha casa fosse e quando preciso desenvolver um trabalho e quero tranqüilidade, é lá que vou buscar inspiração e calma. Qualquer dia nos encontramos por lá.


Pousada e Atelier Santa Martha das Pedras

Vila de Picinguaba – Ubatuba – São Paulo – Brasil

Telefone - 55 12 3836.9180

28 dezembro 2006

Temakaria e Sushi Bar

Mesmo sendo filho de italiano, há muito aprecio a culinária oriental, em particular a comida japonesa, que tenho certeza também conquistou muitos adeptos e apreciadores em todo o nosso país. Chamam a atenção em princípio pelo seu aspecto visual, que mais parece uma obra de arte, depois pelo sabor exótico e finalmente pela alimentação saudável.

Dentre tantos restaurantes japoneses que a cidade de São Paulo apresenta, quero chamar a atenção para um em particular, situado em local praticamente escondido na zona oeste e em uma rua pouco movimentada, lá está a pequena casa que abriga a Temakaria e Sushi Bar: poucas mesas, o tradicional balcão, a recepção gentil da Rose e o preparo dos mais variados pratos tradicionais como sushis, sashimis, misoshiros, tempuras e outras tantas iguarias, pelos prestativos e atenciosos sushimans, os irmãos Tanaka e tudo comandado pelo simpático e gentil Marcos Tanaka.

Esta casa não é grande tampouco famosa, contudo não deixa nada a desejar em termos de qualidade do produto que oferece em relação às maiores e mais famosas da cidade, preço justo e bom atendimento.

Se posso fazer uma recomendação, aí vai uma delas.


Temakaria e Sushi Bar

Rua Nanuque, 519 – Alto da Lapa
São Paulo – SP – Brasil

telefones - 55 11 3832.1406 e 3822.2127

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É uma pena, mas a Temakaria e Sushi Bar do Tanaka, por questões de zoneamento municipal, não serve mais em suas dependências, apenas delivery.

(abril/2007)

La Risotteria

Outro dia fomos a um restaurante para comemorar uma data especial e claro, nessas situações, queremos também um local especial.
Costumo dizer que quando algo começa mal tende a acabar mal e não foi diferente, tudo começou pela recepção dos manobristas, um em cada porta, do passageiro e do motorista, ao questioná-lo onde ficaria o meu carro, respondeu-me – “se levar o carro paro o Bradesco, na volta vai levar de 20 a 25 minutos para trazer”, indaguei novamente, mas então onde ficaria o carro? e a resposta foi lacônica – “na rua”. Argumentei que não poderia deixá-lo na rua, pois havia vários equipamentos no porta-malas e não ficaria tranqüilo, além de pagar para ficar simplesmente na rua. Neste momento, ação conjunta, o manobrista que falava comigo pediu para olhar o porta-malas e o outro bateu a porta do passageiro com força para fechá-la.
Após verificar o porta-malas com vários objetos, disse-me que o veículo ficaria na porta do restaurante, para que pudessem olhá-lo.

Mas o que nos importa de fato é o restaurante em si, e como fomos a uma casa em que a especialidade, como o próprio nome diz, é risoto, pois então pedimos o que de melhor eles sabem fazer.
Serviram uma entrada que foi seguida no tempo certo pelo prato principal. O risoto vem em uma pequena panela, que dá um ar simples e caseiro, de sabor agradável e na temperatura adequada, foi saboreado com prazer e ao final pedi que servissem mais um pouco, ao que fui informado: alguém havia levado a “dita panelinha" embora, mas iriam pedir para esquentar e trazê-la novamente. Agradeci tal gentileza e disse que não seria necessário. Este procedimento não combina com a casa que é muito bem freqüentada e com ar de sofisticação.
Talvez por isso que a senhora que estava sentada à mesa ao lado, acompanhada pelo marido, recusou dois pratos diferentes que lhe foram servidos e ficando com o terceiro apenas para não continuar com aquele “leva e traz”, posso até dizer que ela era chata demais...., mas em fim.
Terminamos nosso jantar com o saboroso café acompanhado de alguns petfours.

Ao sairmos, o carro estava realmente estacionado bem próximo à entrada do restaurante e somente ao ir embora fiquei sabendo que ao fechar a porta, na chegada, o manobrista havia prensado a perna da minha namorada, que já estava do lado de fora para a descida.

O maior problema não foi o que aconteceu até aqui, como havia dito no princípio, se começa mal termina mal, todo este saboroso jantar causou-nos uma desagradável indisposição.


La Risotteria Alessandro Segato

Rua Padre João Manoel, 1156 São Paulo - SP - Brasil

Santo Grão Café


Via pela TV um escritor famoso falar sobre seus livros e as crônicas que escreve todas as semanas para um jornal de grande circulação de São Paulo, comentou sobre a diversidade de assuntos para quem mora numa cidade como esta. Nesse momento, pensei nos fatos ocorridos no dia de hoje e que ao final do jantar tive o prazer da companhia do meu filho, fomos a um café para apreciarmos esta agradável bebida, que leva o mesmo nome da casa e aprecio acompanhada de água com gás.
Lugar badalado, com muita gente bonita, e bota muita nisto, pois a espera no início da noite é sempre longa, lugar para ver e ser visto, como dizem os críticos das famosas casas paulistanas.
- Lugar para dois, por gentileza.
- Pois não senhor, seu nome?
E ao final, com o nome na lista, lá vem a resposta.
– De 20 a 30 minutos de espera.
Só nos restavam duas opções: irmos embora ou esperar calmamente.
Acho que a esta altura da minha crônica já perdi a inspiração, mas como diz a professora Marisa De Mitri e os demais especialistas em comunicação escrita; 5% de inspiração e 95% de transpiração, lá vou eu às 2h da manhã continuar a transpirar.
Realmente o que queria dizer neste texto é o incômodo que senti com a música alta e aquela movimentação desordenada; muita gente falando alto, bebendo cerveja em garrafinhas “chiques”, Martinis e outras bebidas mais, nada tinham a ver com o café que em princípio se havia proposto aquele lugar. Muita fumaça de cigarros, de charutos e de cachimbo, verdadeiro nevoeiro Londrino. Aquela garotada bonita que trabalha na casa, correndo de um lado para o outro, feito atletas de uma maratona que não tem premiação, mas ao final desta corrida talvez todos sejam vencedores, mesmo sem medalhas e troféus.
Pensei porque estava naquele tumulto, de repente, toca meu telefone celular e do outro lado minha filha me pergunta onde estava, ao que respondi -- em um café, venha até aqui! Mais tempo para esperá-la, o que logo aconteceu.
Cheguei a pensar que poderia estar em algum lugar mais calmo, mas não, ali estava no meio daquele turbilhão de vozes e gente que ia e vinha sem cessar, há muito não me sentia tão importunado pelo furacão de vozes. Talvez nunca tenha sentido tanta falta da pauta da ordem do dia, para que cada um falasse a seu devido tempo..., Ó meu Deus porque essa gente fala tanto e tão alto e tão desordenadamente e sem cessar?
Num momento de toda essa historia, uma reflexão me fez ver o motivo de ficar ali: o convívio com meus filhos, mesmo que seja em um santo café, ou seria grão.


Santo Grão Café
Rua Oscar Freire, n° 413 - São Paulo - SP - Brasil